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31/08/2011 - 07h09

Comportamentos da geração Y impedem crescimento profissional

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CAMILA MENDONÇA
DE SÃO PAULO

A geração Y, nascida a partir de 1978, mudou a dinâmica do mercado de trabalho -- que ficou mais antenado e flexível.

Algumas características desses jovens profissionais, contudo, não agradam a todos e até prejudicam a carreira de quem não sabe lidar com elas, afirmam consultores.

"O mercado aceita [alguns comportamentos do jovem] porque não há mão de obra qualificada", afirma o "coach" Alexandre Prates.

O mercado de trabalho aquecido e mais competitivo faz com que integrantes da geração Y não percebam que, se não mudarem alguns aspectos, podem colocar a carreira em risco, destaca o consultor.

Comportamentos como dinamismo em excesso, urgência em crescer e pressa em atingir resultados são considerados positivos, se bem dosados.

"Tem muito jovem com potencial, mas com muita ânsia de crescer, o que o faz atropelar os acontecimentos", considera Marisa da Silva, consultora de carreira da Career Center.

Sem limites, jovens profissionais deixam de fechar ciclos nas empresas. "O mundo corporativo tem um tempo diferente, e eles precisam entender que é preciso um tempo para chegarem lá, que não é em um click", afirma Alexandra Morgado, gerente de treinamento e desenvolvimento da Personal Service, de consultoria.

SEM HISTÓRIA
Dentre as características que podem barrar a carreira da geração Y, segundo especialistas consultados, está o ímpeto em ocupar os melhores cargos no menor espaço de tempo possível. "Com isso, eles não têm crescimento sustentável e não adquirem conhecimento prático e concreto do negócio", afirma Silva.

O "foco excessivo" na carreira, afirma Prates, também é fator que prejudica os jovens profissionais. "Falta comprometimento nessa geração. Ela não se apaixona pela empresa e pelo trabalho."

A dificuldade em lidar com os próprios fracassos profissionais pode impedir ascensões mais seguras. "Isso é falta de vivência profissional, de criar uma história em uma empresa", avalia Morgado.

"Com maturidade e vivência, ele consegue tomar decisões, ser mais autoconfiante e se frustrar menos", enfatiza Morgado.

 

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