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21/04/2012 - 07h13

Presidente do 'Sebrae' da África do Sul não vê avanços com a Copa

PATRÍCIA BASILIO
DE SÃO PAULO

Divulgação
Hlonela Lupuwana, presidente da Seda, na África do Sul
Hlonela Lupuwana, presidente da Seda, na África do Sul

A grande expectativa dos empresários brasileiros atualmente está centrada na Copa do Mundo de 2014, sediada no Brasil.

A experiência vivenciada em 2010 pela África do Sul, contudo, não foi das mais animadoras. Isso é o que afirma Hlonela Lupuwana, presidente da Seda (Agência para Desenvolvimento das Pequenas Empresas da África do Sul), entidade que tem atuação semelhante à do Sebrae (Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas) no Brasil.

A especialista participou ontem do último dia do "Seminário Internacional Sobre Pequenos Negócios", do Sebrae, e falou um pouco do seu país e das futuras parcerias com o Brasil para o desenvolvimento de micro e pequenas empresas.

Veja trechos da entrevista da sul-africana concedida com exclusividade para a Folha:

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Qual a quantidade de micro e pequenas empresas na África do Sul?
De acordo com o último estudo feito em 2010, há aproximadamente 5,9 milhões de negócios desses portes.

Quais as dificuldades que essas empresas têm de superar?
Espaço de trabalho inadequado e mal localizado, dificuldades de acesso financeiro e de mercado, competição com grandes empresas, falta de habilidade empresarial e excesso de processos regulatórios.

O Brasil e a África do Sul são dois países com um grande potencial econômico. Na sua avaliação, como pequenas empresas podem seguir essa tendência?
Primeiro, o governo tem de descobrir o potencial das pequenas empresas, especialmente em termos de inovação e criação de empregos. Por fim, os empreendedores precisam entender que são parte de deliberações políticas e que devem ter a capacidade demandada pelo mercado.

Como está a economia da África do Sul?
A economia sul-africana está bastante devagar. Estamos vivenciando um crescimento de 3% ao ano. Um bom índice seria de 5%.

E o mercado de trabalho?
Está bem ruim. O atual índice de desemprego é de 25%. A única forma de vencer esse obstáculo é investindo nas indústrias e empresas.

A Copa do Mundo em 2010 não ajudou a desenvolver o país?
Não. É um evento bem fechado e protegido. Eles [Fifa] selecionam quais empresas vão participar e quais vão se beneficiar. Ninguém pôde chegar próximo ao local do evento e vender produtos, por exemplo. Tudo é muito restrito.

O governo até melhorou a infraestrutura, as ruas e outras coisas desse tipo, fazendo com que a infraestrutura ganhasse destaque internacional. O resultado de tudo isso, contudo, é um ganho específico no setor de turismo, que foi o que mais cresceu com a Copa.

As empresas estrangeiras estão abrindo unidades na África do Sul?
Sim. A África do Sul é o portão empresarial do continente porque é a maior economia, tem boa infraestrutura e estabilidade política. Não temos guerras, por exemplo. Nesse contexto, chegam ao país companhias de todos os setores, como bancos e empresas de tecnologia.

Há muitas 'startups' na África do Sul?
Há empresas jovens de todos os segmentos, principalmente saindo das incubadoras. Entretanto, elas não trabalham com tecnologia com tanta força como as do Brasil, uma vez que esse não é o carro-chefe da África do Sul.

 

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