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Feira virtual é opção econômica para expor produtos
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TERCIO SACCOL
COLABORAÇÃO PARA A FOLHA
Preço baixo, fácil acesso aos consumidores e local propício para negócios. Tudo isso sem a necessidade de gastos com materiais de construção, perda excessiva de tempo e pagamento de funcionários.
Foram esses os motivos que levaram a Salvapé, pequena distribuidora de balanças, termômetros e medidores de pressão, a optar pelas feiras virtuais para apresentar produtos e serviços.
"Sempre quisemos entrar no segmento infantil, mas muitas gestantes não têm condições de se deslocar a feiras", exemplifica Renato Autílio, diretor de marketing da empresa.
A feira virtual permite, ainda, o acesso a diferentes consumidores de uma única vez. "Podemos contar com clientes de qualquer região do país e divulgar nossa marca e produtos durante o ano todo a um custo menor", afirma.
A feira, conta ele, serviu até para a empresa lançar um novo termômetro que mede a temperatura de ambientes e líquidos em três segundos.
Essa modalidade de feira tem ganhado espaço principalmente entre negócios de micro e pequeno portes.
Uma das iniciativas, com início neste mês, partiu da Secretaria de Comércio Exterior do Mdic (Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior).
A nova versão do site Vitrine do Exportador permite que empresas de comércio internacional exponham seus produtos. Nele, o empresário pode incluir imagens, dados comerciais, informações da companhia e também entrar em contato com outros executivos.
O Sebrae (Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas) também já mergulhou no mundo das feiras virtuais. Criada em 2009, a Feira do Empreendedor Online é realizada anualmente para que micro e pequenas empresas apresentem versões virtuais dos produtos e dos serviços oferecidos.
O aumento da demanda por feiras virtuais impulsionou ainda a criação de empresas que dedicam-se exclusivamente ao desenvolvimento de softwares para a organização desses eventos.
A Integra Global é uma delas. "O mercado está começando a perceber as diversas funcionalidades e facilidades oferecidas por esta tecnologia", aponta Aquiles Gonzalez, sócio-diretor da empresa, que promoveu, entre outros eventos, a Expo Baby Web.
Para Gonzalez, o preço é um fator altamente atrativo para empresas de diferentes portes. "Na Expo Baby, por exemplo, recebemos quase mil clientes por dia. Enquanto um empresário gastaria de R$ 20 mil a R$ 30 mil em uma feira física, em um evento virtual ele paga até R$ 1.500 para expor seus produtos o mês inteiro", compara.
PRUDÊNCIA E ANÁLISE
Apesar das vantagens, a tecnologia exige análise criteriosa do empresário, pondera Marco Junior, especialista em marketing digital.
"A feira virtual pode comprometer a objetividade no contato com o cliente. Por isso, é necessário interagir o máximo possível com os clientes e aproveitar o espaço para mensurar reações, opiniões, dúvidas e críticas dos consumidores", sugere.
Gonzalez acrescenta que as empresas devem conhecer bem o setor de feiras e exposições para explorar todas as potencialidades do sistema. "A plataforma é muito flexível e permite o uso de várias ferramentas. Quanto mais rico for o conteúdo, mais atrativa a feira será."
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